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AUTOBIOGRAFIA
de
Jorge Francisco Martins de Freitas



À semelhança da maioria dos lisboetas da minha geração, nasci na Maternidade Alfredo da Costa. A minha mãe deu entrada naquele estabelecimento hospitalar ao declinar do dia 16 de outubro de 1946. Vim ao mundo uma hora mais tarde, quando os ponteiros do relógio que, durante décadas, esteve pendorado numa das paredes da sala de espera, indicava serem dez horas. No exterior, uma estridente trovoada, acompanhada de intensa chuva, assombrava aquela noite.

O primeiro dia de aulas, aos seis anos de idade, constitui uma das recordações mais antigas que a minha memória reteve. O meu avô materno, capataz na Companhia Portuguesa de Tabacos, atual Tabaqueira, conseguiu que entrasse para a Escola Primária da Voz do Operário, sita na Estrada de Chelas. Recordo, com muita saudade, a professora Germana, uma segunda mãe para mim e para todos os meus colegas.

Francisco da Silva Freitas e Laurinda Martins de Freitas, os meus progenitores, sempre se preocuparam com os meus estudos. Ele era, na altura, funcionário administrativo de um dos Postos Médicos das Caixas de Previdência e ela dactilógrafa na Manutenção Militar, cargo que abandonará, mais tarde, para se encarregar da minha educação.

Na nossa casa, embora modesta, não faltava uma prateleira repleta de livros, com obras de Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Walter Scott, entre outros. Assim que aprendi a ler, passei rapidamente de autores infantis para a leitura dos escritores atrás mencionados. Um lugar de destaque era ocupado pela primeira edição da Livraria Bertrand de A Vigésima Quinta Hora, de C. Virgil Gheorghiu. A minha mãe sugeriu que este livro não era próprio para a minha idade, o que aumentou ainda mais a vontade de o ler. Só anos mais tarde, me apercebi do real simbolismo deste romance histórico passado durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando tinha nove anos de idade, fomos todos viver para uma casa no bairro de Alvalade, tendo concluído a instrução primária numa nova escola.

Frequentei, de seguida, o Liceu de Camões, altura em que passei a devorar dezenas de livros disponibilizados pela Biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian.

Sempre tive grande admiração pelos meus mestres de Português e de História, decidindo frequentar um curso superior que me desse habilitação para exercer o professorado nestas áreas.

Acabei por me formar em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, passando a exercer a atividade de professor de Português e Francês, mas nunca abandonei o gosto pela outra disciplina, tendo, ao longo dos anos, me dedicado à investigação histórica.

A 15 de agosto do ano 2000, criei o website pessoal sem fins lucrativos O Leme no endereço www.leme.pt.

Inicialmente, apenas divulguei nesse website artigos culturais por mim escritos, dedicados sobretudo a temas históricos e literários.

A partir de 2021, passei a publicar trabalhos ficcionais.

O romance histórico A IRMÃ DE LEITE DA PRINCESA pode ser consultado online no meu site


e o livro de contos ENTRE PARAGENS já está disponível em livrarias de Portugal e do Brasil.

Atualmente, encontro-me a escrever dois novos romances, esperando que os mesmos venham a estar disponíveis nas livrarias no decorrer do próximo ano.




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