
A 7 de julho de 1930, morre, em Crowborough, o escritor e médico britânico Arthur Ignatius Conan Doyle.
Nascido em Edimburgo, a 22 de maio de 1859, frequenta, aos nove anos de idade, o curso preparatório num colégio jesuíta no condado de Lancashire. Concluída esta formação inicial, matricula-se, em 1875, no Colégio Stonyhurst, cuja laicidade o tornariam agnóstico.
As leituras de Walter Scott e Edgar Allan Poe por si efetuadas durante o período de estudante haveriam de influenciar decisivamente a sua futura criatividade como escritor.
Entre 1876 e 1881, estuda medicina na Universidade de Edimburgo, período em que publica a sua primeira obra no Chambers’s Edinburgh Journal.
Em 1885, doutora-se em medicina com a tese tabes dorsalis.
A sua maior fama advém de ter originado uma inovação na literatura criminal ao criar o detetive Sherlock Holmes, cujos trabalhos de investigação, avidamente lidos por sucessivas gerações de leitores, estão distribuídos por 60 histórias.
A primeira vez em que surge a sua personagem Sherlock Holmes foi em Um Estudo em Vermelho, publicada no Beeton’s Christmas Annual de 1887. As restantes histórias com o famoso detetive foram divulgadas no Strand Magazine.
Para além de novelas históricas, romances, poesias, e peças de teatro, escreve, igualmente com muito sucesso, três narrativas de ficção científica com a personagem Professor Challenger: The Lost World (O Mundo Perdido, 1912); The Poison Belt (O Cinto Venenoso, 1913) e The Land of Mist (A Terra da Neblina, 1926).